segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ADESÃO DO PARÁ INDEPENDÊNCIA



A Libertação do Pará

Após o 7 de setembro de 1822, a luta eclodiu no Pará, uma vez que as juntas não reconheceram a Independência. Os liberais radicais encabeçados pelo cônego Batista Campos, e apoiados principalmente por comerciantes brasileiros, conseguiram, em janeiro de 1823, reunir número suficiente de pessoas para jurar a Constituição. Mas. No entanto, deposta a junta, os rebeldes do interior exigiram a formação de um governo popular, sob a chefia de Batista Campos.
Os Patriotas(liberais-radicais) se refugiaram no interior, onde passaram a conspirar, ganhando apoio das populações locais. As vilas de Cametá, Santarém, Macapá, Mazagão, Monte Alegre e Vigia transformaram-se em verdadeiros núcleos de conspiração. A adesão das massas populares às propostas de Batista Campos constituíram o começo de um processo que iria ter seu ponto culminante mais de dez anos depois(Cabanagem). Os núcleos de rebeldes assim constituídos isolaram a junta portuguesa, o que facilitaria posteriormente a tarefa do almirante Greenfell, enviado pelo imperador para impor um governo fiel.
A Primeira Câmara Constitucional (9 vereadores ) de Belém instala-se em 27 de fevereiro de 1823, após disputada eleição. O governador das armas, comandante das tropas portuguesas, general José Maria de Moura não estava feliz com a eleição e posse desses vereadores tidos como independentes à política de predomínio português, e por isso não compareceu à instalação da Câmara no Paço do Conselho. Ele reuniu seus comandados, os de maior confiança entre seus oficiais, em sua própria casa, decidindo o que fazer diante do fato da sempre crescente decisão paraense de aderir à Independência.
A idéia era depor a câmara. O coronel João Pereira Vilaça deu início ao motim em primeiro de março, prendendo imediatamente os vereadores, em sessão no Paço do Conselho, distribuindo a todos pelos quartéis de várias localidades do interior como Chaves, Acará, Monte Alegre, e assim por diante.
Para apressar a adesão, foi mandado José Luís Arosa, um revolucionário do eixo Rio/São Paulo, e que teve logo o apoio de um italiano, João Batista Balby, que trabalhou intensamente para aliciar os oficiais brasileiros para a causa.
No dia 14 de abril, João Balby, acompanhado de oficiais e soldados do Regimento de Macapá, entrou no quartel do Corpo de Artilharia, no Convento de Santo Antônio. De surpresa, os rebelados detiveram a tropa do tenente-coronel José Antônio Nunes, com o domínio de todo o quartel. Mas a conspiração foi dominada pelos comandados do general Moura com o apoio da tropa do coronel Vilaça. Os participantes da revolta só não foram executados sumariamente graças ao bispo D. Romualdo Antônio de Seixas, mais tarde Marques de Santa Cruz.
Em Muaná, no Marajó, também não foi diferente e o povo levantou suas armas e proclamou a tão desejada independência, em maio de 1823, sob a liderança de 200 homens. O idealismo marajoara foi sufocado com tropas armadas e fuzis, pelo militar português. No dia 13 de julho de 1823 a galera Andorinha do Tejo partiu para Lisboa, levando 267 presos muitos dos quais faleceram durante a travessia.
Os portugueses procuraram reforçar então suas defesas, como as baterias de Val-de-Cães, a Fortaleza da Barra, os fortes do Castelo e de São Pedro Nolasco impedindo a estrada de navios no porto. No dia 11 de agosto de 1823, entretanto, uma nau de guerra, de bandeira brasileira, fundeou na baía de Guajará. O comandante do barco, o capitão inglês (a serviço de D. Pedro I) John Pascoe Greenfell enviou, à terra, ofício do chefe da Esquadra Imperial, Almirante Alexandre Thomas Cockrane, de que o porto de Belém estava bloqueado e as forças imperiais exigiam a rendição de quem se opunha à Independência Brasileira, alegando que só restava o Pará ser integrado, e que ele se encontrava com uma esquadra de navios fora da barra, prontos para assegurar a adesão. Mas na verdade, ele só tinha um navio, porém essa estratégia já havia sido usada no Maranhão e dada resultada.
Desse documento também constava a afirmação de que as propriedades dos portugueses que aderissem seriam garantidas, devendo apenas prestar juramento de obediência à Sua Majestade Imperial. Também enviou a declaração do bloqueio do Pará e cópia do auto de adesão do Maranhão.
O general Moura, com 600 homens entre marinha, milicianos, tropas de linha, voluntária inclusive de cavalaria, negou atenção ao comunicado. Presidia a Junta Governativa D. Romualdo de Sousa Coelho que informou ao general que iria reunir um conselho para deliberar sobre a situação. Ás 7 horas da noite de 11 de agosto, no Palácio do Governo, a junta governativa reuniu-se, tendo o comandante das armas José Maria Moura procurado adiar a decisão do Conselho, o que não ocorreu, pois o povo presente à reunião bradava, exigindo a adesão. A reunião encerrou-se às 23 horas. O Pará estava independente de Portugal, unindo-se ao Império. Em 15 de agosto de 1823, foi Proclamada da Adesão do Pará à Independência do Brasil. O brigue do capitão Greenfell deu salva de 21 tiros, respondido pela fortaleza da barra, anunciando o hasteamento da bandeira brasileira. No palácio do Governo, as autoridades formalizaram, solenemente, o ato da Adesão, com o povo, comemorando nas ruas.
No entanto, deposta a junta, os patriotas refugiados no interior exigiram a formação de um governo popular, sob a chefia de Batista Campos. Desmascarado o plano do comandante Grenfell, começaram as manifestações dos adversários e da própria população, contra a recém instalada Junta Provisória, acusada de manter no poder os comerciantes e latifundiários portugueses. Sem controle, os revoltosos invadiram as residências portuguesas e saquearam sua casas comerciais. O cônego Batista Campos, numa tentativa de evitar alguns desses conflitos, foi acusado pelo comandante inglês como mais um agitador político.
Grenfell executou friamente 5 homens, como forma de reprimir as manifestações populares, e amarrou Batista Campos à boca de um canhão aceso. Membros da Junta Provisória intercederam e recomendaram a transferência do Cônego para ser processado e julgado no Rio de Janeiro. Grenfell recuou e soltou Batista Campos. Mas, não satisfeito com as execuções, aprisionou 256 suspeitos, por tempo indeterminado, no porão do brigue “Palhaço”, comandado pelo tenente Joaquim Lúcio Azevedo. Os prisioneiros gritavam por água limpa e espaço para respirar. Os soldados lançaram cal virgem no porão, matando 252 pessoas por asfixia. O ocorrido ficou conhecido como a “Tragédia do Brigue Palhaço”.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amazônia em causa, Lúcio Flávio Pinto via Yahoo! Colunistas

Amazônia em causa, Lúcio Flávio Pinto via Yahoo! Colunistas: "

Pela primeira vez a feição geográfica do país não dependerá de um ato de império do poder central. Ao invés disso, um plebiscito inédito será realizado.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

AS AVES DE RAPINA JÁ ESTÃO DOREANDO A CARCAÇA.

Duda vai enfrentar Duda na campanha pela divisão do Pará

JOSÉ CARLOS TEIXEIRA

Três décadas depois de comandar a campanha publicitária contra a divisão da Bahia, o marqueteiro Duda Mendonça vai enfrentar… Duda Mendonça.
Dessa vez, Duda vai comandar a propaganda que os comitês separatistas realizarão nos 40 dias anteriores ao plebiscito que decidirá, em dezembro, o desmembramento do Pará em três estados.
Mas os defensores da integridade territorial do estado já avisaram: vão imitar as peças publicitárias concebidas pelo próprio Duda para combater a proposta de divisão da Bahia, nos anos 1980 e que são consideradas como clássicos da propaganda baiana.
A principal delas é um vídeo em que a cantora Maria Bethânia dizia que dividir a Bahia seria como “separar irmão de irmão”. “É como separar a corda do pau, calar para sempre o berimbau. É como separar Castro de Alves, Rui de Barbosa, Dorival de Caymmi, Caetano de Veloso”, dizia o texto.
“Vamos mostrar que não se pode separar o tacacá do pato ao tucupi, o Rio Amazonas do Rio Tocantins”, declara abertamente Zenaldo Coutinho, secretário da Casa Civil do Governo do Pará e um dos articuladores do movimento pelo “não” no plebiscito.
De todo modo, os antisseparatistas também buscarão argumentos econômicos para fazer contraponto ao tom emotivo que costuma marcar as campanhas de Duda. “Queremos levar o debate para o campo da razão”, explica Coutinho, para quem os defensores da divisão do estado se mostram “ora apaixonados, ora oportunistas”.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

HINO DIES IRAE

FONTE: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Dies Irae ("Dia da Ira") é um famoso hino, em latim, do século XIII. Pensa-se que foi escrito por Tomás de Celano. Sua inspiração parece vir da Vulgata, tradução de Sofonia 1,15–16:
É também um dos hinos do Requiem de Mozart, Verdi e do contemporâneo Penderecki.

1
Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!

2
Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!

3
Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.

4
Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

5
Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

6
Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.

7
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

8
Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

9
Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.

10
Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

11
Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

12
Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

13
Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

14
Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

15
Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.

16
Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

17
Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.
1
Dia da Ira, aquele dia
Em que os séculos se desfarão em cinzas,
Testemunham
David e Sibila!

2
Quanto terror é futuro,
quando o Juiz vier,
para julgar a todos irrestritamente !

3
A trompa esparge o poderoso som
pela região dos sepulcros,
convocando todos ante o Trono.

4
A morte e a natureza se aterrorizam
ao ressurgir a criatura
para responder ao Juiz.

5
o Livro escrito aparecerá
em que tudo há
em que o mundo será julgado.

6
Quando o Juiz se assentar
o oculto se revelará,
nada haverá sem castigo !

7
Que direi eu, pobre miserável?
A que Paráclito rogarei,
quando só os justos estão seguros ?

8
Rei, tremenda Majestade,
que ao salvar, salva pela Graça,
salva-me, fonte Piedosa.

9
Recordai-vos, piedoso Jesus,
de que sou a causa de Vossa
Via;
não me percais nesse dia.

10
Resgatando-me, sentistes lassidão,
me redimistes sofrendo a Cruz;
Que tanto trabalho não tenha sido em vão.

11
Juiz Justo da Vingança Divina,
Dai-me a remissão dos meus pecados,
antes do dia Final.

12
Clamo, como condenado,
a culpa enrubesce meu semblante
suplico a Vós, ó Deus

13
Ao que perdoou a Madalena,
e ouviu à súplica do ladrão,
Dai-me também esperança.

14
Minha oração é indigna,
mas, pela Vossa Bondade atuais,
Não me deixeis perecer cremado no Fogo Eterno.

15
Colocai-me com as ovelhas
Separai-me dos cabritos,
Ponde-me à Vossa direita;

16
Condenai os malditos,
lançai-os nas flamas famintas,
Chamai-me aos benditos.

17
Oro-Vos, rogo-Vos de joelhos,
com o coração contrito em cinzas,
cuidai do meu fim.
O poema parece completo tal como está. Alguns académicos interrogam-se se o resto é um acrescento destinado a dar uso litúrgico ao poema:
18
Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

19
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.
18
Lacrimoso aquele dia
no qual, das cinzas, ressurgirá,
para ser julgado, o homem réu.

19
Perdoai-os, Senhor Deus
Piedoso Senhor Jesus,
Dai-lhes descanso eterno, Amém!

terça-feira, 5 de julho de 2011

DIVISÃO DO ESTADO DO PARÁ

Por Luciano Seki
Está rolando grandes debates nas redes sociais sobre a divisão do Pará, venho através deste meio de comunicação colocar minha opinião pessoal, tendo sinceros respeito, preocupações e grande interesse por este assunto, pois, acredito que a DIVISÃO DO PARÁ não é absolutamente necessária para os moradores do sul e oeste deste estado, venho também buscar soluções e opiniões para que isso não aconteça.

PARAENSES UNI-VOS.
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER.
NA LUTA COM ATITUDE...

Bom, se formos nos concentrar no discurso de separação por motivo de assistência administrativa, cultural e etc. que é lógico que acontece, não estou me enganando, vamos também pedir a separação do Pará do Brasil?! Por que também temos sentimentos de abandono administrativo, cultural, industrial etc. já não bastava a vontade tremenda de tirar a estrela spica representando o Pará? O poder público sempre vai ter falhar, aí vão querer dividir de novo seja lá qual estado for, o POVO de lá (sul e oeste) são os verdadeiros interessado sim, mas que povo? Os que vieram de lá de onde? Do sul, oeste, leste, que com poder aquisitivo se tornaram prefeito, vereadores já com interesse de nos dividir a qualquer custo, cadê o verdadeiro povo paraense?O buchudo de beira de estrada, que come chibé, por falhas desse mesmos políticos que clamam por separação e ditam melhorias, vamos separar belém, vamos separar ananindeua, também temos falhas e queremos melhoras para o povo de cá.
No momento de grande discussão ambiental, o desmatamento desnecessário e incontrolável que já acontece em nosso estado, aliás na região norte, vocês não acham que a construção de um novo estado pregando o progresso e o crescimentos necessários para o mesmo; nossas matas, floresta, rios e outros irão pagar por esse crescimento.
O grande gasto nos cofres públicos para transformar em território para depois virar estado e o aumento de mais políticos mamando na tetas da nação a nossa custa, será que é o interesse público acima do privado ou o privado acima do público?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MAS UMA POESIA.

ESTOU NO MUNDO DA LUA.

SORRIO, CHORO,VIBRO, DESCUBRO QUE ME PERCO NO ESCURO.
ESTOU QUASE NUA.
ESTOU NO MUNDO DA LUA.
ALEGRO-ME, GRITO, CORRO, SOU QUASE TUA.
ESTOU NO MUNDO DA LUA.
TRABALHO, FUMO, ME ARREPENDO, ME LARGO NA RUA.
ESTOU NO MUNDO DA LUA.
SOFRO, MISTURO, ME LEVO NA TUA.
ESTOU NO MUNDO DA LUA.

TENSHI YUJI

terça-feira, 28 de junho de 2011

A VOLTA...

VOLTANDO DEPOIS DE UMA LONGA TEMPORADA DE FALHAS TÉCNICAS, DESCULPE!!! MAS TENTAREI VOLTA GRADATIVAMENTE, COM ASSUNTOS DIFERENTES DE POLÍTICA A BESTEIROL, POESIAS, MÚSICAS OU ATÉ MESMO DA BOÊMIA...

DEIXO AQUI UMA POESIA DE UM ARTISTA SEM REGRAS, QUE ESCAPOLI DAS MÃOS DO CONCEITO DO CERTO OU ERRADO.

QUERO!!!

QUERO SER LIVRE PARA PODER VÔAR.
QUERO SER O SOL E A LUA PARA PODER SENTIR O CALOR  E O FRIO.
QUERO PODER VIVER E NÃO SUPREENDER-ME.
QUERO REPRESENTAR, QUERO FALAR, QUERO ALÉM DE TUDO ME ABRIR E PODER SORRIR.
QUERO ACREDITAR E TER FÉ PARA NÃO MAIS CALAR.
QUERO IMAGINAR, ME LEVAR ALÉM DO MAR E PODER-ME LEMBRAR DA INFÂNCIA QUE UM DIA DEIXEI PARA LÁ.

TENSHI YUJI