quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A ESTRANHA ESQUERDA DE ANANINDEUA!!!

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Por Luciano Seki
Nesta terça-feira dia 25 de janeiro de 2011, o blog (JOCC) JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE - ANANINDEUA, denuncia o PT - ANANINDEUA, por se tornar refém da família Barbalho, dando secretárias sem expressões, sem autonomia políticas e financeiras, a um partido que vem crescendo mostrando competência em suas administrações e com  renome nacional e internacional, até aí, a dinâmica política e estratégica de cada partido permite.
O estranho é que o então partido que governa Ananindeua é da base aliada do governo federal sendo um dos seus maiores aliados, mas, cada estado tem seus caciques, seus coronéis, seus chefões que por fins, define como devem seguir, não importando os interesses do povo que o elege, sim suas carteiras para que elas não esvaziem.
Nesta última eleição o então partido, contrariando a expectativa, define não apoiar o PT ao governo do estado do Pará, causando até racha interna, e debate entre as tendências viciadas, direitistas e mechevistas que se escondem entre os classistas.
Assim a esquerda de Ananindeua brevemente se encontrará na UTI!!! Perdendo espaço entre a juventude, sindicalista e progressista, embora à esquerda da Europa esteja se radicalizando, vendo que a aliança com partidos corruptos enfraquece o movimento e desqualifica-os, Ananindeua, o Pará e o Brasil teimam em continuar no erro, demonstrando incompetência revolucionária, porém, a América Latina nos mostra como devemos seguir, com governo totalmente voltado para o povo sem medo de burlar o sistema que carregamos nas costas e usufruir das riquezas que nosso chão nos dá, lutar para que as artimanhas burguesas não nos enfraqueçam; ocupar quando devemos ocupar; brigar quando devemos brigar e destruir quando devemos destruir.
Por mais incrível que pareça uns gatos pingados, dinossauros, anti-revolucionário, donos da verdade que desprezam, desqualificam e tentam calar a presença das vozes que clamam por mudança dentro do partido. Este subalterno puxa sacos articulam na calada da noite, com suas varinhas de cordão, como num passe de mágica indicam para secretária de organização do partido uma ex-PSDBista, demonstrando-nos com clareza a perpétualização destas tendências maliciosas que teimam em se abster das causas Socialistas e Comunistas, assim alienando a militância de Ananindeua. 
Marx e Lênin devem está se retorcendo em seus túmulos com esta incógnita que fizeram com partidos de operários, onde eles deram suas vidas teorizando para que os trabalhadores tivessem um partido revolucionário e de classe, que lutasse pelos seus direitos e abandonasse os vícios da burguesia.
Traídos pelos próprios companheiros, abatido pelo fogo amigo...
Ousar lutar!!! Ousar vencer!!!

ANTES TARDE DO QUE NUNCA!!!


COINCIDÊNCIA?
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 PARABÉNS AO TOM JOBIM, A BOSSA NOVA E A CIDADE DE SÃO PAULO


TOM JOBIM,
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, nascido no dia 25 de janeiro  de 1927 no bairro da Tijuca, no rio de Janeiro, Tom mudou-se com a família no ano seguinte para Ipanema, onde foi criado.

Sua músicas continham um ressentimento, desenvolvido no maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas.

É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova. É praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.

BOSSA NOVA,

Por causa da genialidade do maestro tom Jobim este dia viriou "Dia Nascional da Bossa Nova".

A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 30 , em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa: O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(...). A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles samba de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.

Fizeram sucesso nos anos da década de 1950 com um jeito suave e minimalista (em oposição a cantores de grande potência sonora) também são considerados influências positivas sobre os garotos que fizeram a Bossa Nova.

Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais, frutos de encontros de um grupo de músicos da classe média carioca em apartamentos da zona sul, como o de Nara Leão, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Nestes encontros, cada vez mais freqüentes, a partir de 1957, um grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli, entre outros.

Primeiro movimento musical brasileiro egresso das faculdades, já que os primeiros concertos foram realizados em âmbito universitário, pouco a pouco aquilo que se tornaria a bossa nova foi ocupando bares do circuito de Copacabana, no chamado Beco das Garrafas.

Em meados da década de 1960, o movimento apresentaria uma espécie de cisão ideológica, formada por Marcos Valle, Dori Caymmi, Edu Lobo e Francis Hime e estimulada pelo Centro Popular de Cultura da UNE. Inspirada em uma visão popular e nacionalista, este grupo fez uma crítica das influências do jazz norte-americano na bossa nova e propôs sua reaproximação com compositores de morro, como o sambista Zé Ketti. Um dos pilares da bossa, Carlos Lyra, aderiu a esta corrente, assim como Nara Leão, que promoveu parcerias com artistas do samba como Cartola e Nelson Cavaquinho e baião e xote nordestinos como João do Vale. Nesta fase de releituras da bossa nova, foi lançado em 1966 o antológico LP "Os Afro-sambas", de Vinicius de Moraes e Baden Powell.
Entre os artistas que se destacaram nesta segunda geração (1962-1966) da bossa nova estão Paulo Sérgio Valle, Edu Lobo, Ruy Guerra, Pingarilho, Marcos Vasconcelos, Dori Caymmi, Nelson Motta, Francis Hime, Wilson Simonal, entre outros...

Um dos maiores expoentes da bossa nova comporia um dos marcos do fim do movimento. Em 1965, Vinícius de Moraes compôs, com Edu Lobo, Arrastão. A canção seria defendida por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (da extinta TV Excelsior), realizado no Guarujá naquele mesmo ano. Era o fim da bossa nova e o início do que se rotularia MPB, gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira até o início da década de 1980 - época em que surgiu um pop rock nacional renovado.


SÃO PAULO,

A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu, em 25 de janeiro de 1554, com a construção de um colégio jesuíta, por 12 padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de "Serra de Paranapiacaba".

O nome "São Paulo" foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em carta aos seus superiores da Companhia de Jesus
O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início, em 1560, quando, na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São Vicente, este ordenou a transferência da população da Vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por Tomé de Sousa em 1553, para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga", local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha a uma grande várzea, a Várzea do Carmo por um lado, e pelo outro lado, por outra baixada, o vale do Anhangabaú), para melhor se proteger dos ataques dos índios.] Desta forma, em 1560, a Vila de Santo André da Borda do Campo foi transferida para a região do Pátio do Colégio de São Paulo e passou a se denominar Vila de São Paulo, pertencente à Capitania de São Vicente.

São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral, e se mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi por muito tempo a única vila no interior do Brasil. Esse isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo subir a Serra do Mar, a pé, da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho do Padre José de Anchieta. Mem de Sá, quando de sua visita à Capitania de São Vicente, proibira o uso do Caminho do Piraiquê (hoje Piaçaguera), por ser, nele, frequentes os ataques dos índios.

Em 22 de março de 1681, o Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transfere a capital da Capitania de São Vicente para a Vila de São Paulo, que passa a ser a "Cabeça da Capitania". A nova capital é instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.

Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca de ouro e de diamantes.

A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo. Foi criada, então, em 3 de novembro de 1709, a nova "Capitania Real de São Paulo e Minas do Ouro", quando foram compradas, pela coroa portuguesa, a Capitania de São Paulo e a Capitania de Sant Amaro, de seus antigos donatários.

Em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo é elevada à categoria de cidade. Logo em seguida, por volta de 1720, é encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a Cidade de Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.

Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo econômico paulista da cana de açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania de São Paulo. Pela cidade de São Paulo era escoada a produção açucareira para o Porto de Santos. Nesta época, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: A Calçada do Lorena.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O verdadeiro Gramsci: Revolucionário comunista

DEU NO SITE VERMELHO.ORG.BR

Hoje, fala-se e escreve-se muito sobre Antonio Gramsci. Muito. É indubitavelmente algo positivo. Na segunda metade do século 20, Gramsci foi o político italiano de quem mais se falou e escreveu.

Por Maurizio Nocera*, em
L´Educazione GramscianaTradução: José Reinaldo Carvalho

Seguramente, não se fez tanto sobre o liberal Benedetto Croce ou sobre o fascista Giovanni Gentile, os dois filósofos políticos da burguesia dos quais os manuais se interessam como os pensadores máximos do século 20, nem se fez o mesmo sobre políticos como Alcide De Gasperi e o próprio Palmiro Togliatti, este último durante muitos anos secretário-geral do Partido Comunista Italiano e altíssima personalidade política do nosso país.
 

Por que se continua a falar e escrever tanto sobre Gramsci? Simplesmente porque as modas passam e, ao contrário, as ações e os exemplos de alguns homens permanecem e perduram no tempo.

A quem interessaria hoje a filosofia do espírito de Croce, ou a especulação sobre o “pensamento pensante” de Gentile? Águas passadas sob a ponte, águas derramadas para sempre no grande mar da história de todos os tempos, útil talvez para rever de tempos em tempos, como cultura histórico-filosófica, jamais como algo inédito, de experimentável. É fato consumado, visto, discutido, superado.

Outra coisa, contudo, foram as ações políticas e o pensamento especulativo do grande sardo na primeira metade do século passado, pensamento e prática que não encontraram aplicação, porque esmagados no nascedouro, decepados pelo fascismo mussoliniano, que atuava como a versão mais obscura da burguesia italiana. O Gramsci comunista, que lutava pela conquista de uma nova sociedade, pela construção de uma sociedade socialista, devia ser parado, preso.

Dois mil e quinhentos anos atrás, um pouco por fabulação, mas também um pouco com base naquilo que era a realidade concreta daquele tempo, Platão pensou um tipo de nova sociedade, um estado ideal perfeito, que chamou de República e que estruturou para as classes compostas por produtores, defensores e pensadores.

Já se disse que aquela ideia platônica não era senão utopia, fruto do pensamento humano. Isto é o que se pensava e se acreditava durante milênios. Mas se hoje olhamos para as repúblicas modernas nas quais vivemos, como são estruturadas? É de maneira diferente da que pensava Platão? Não me parece. Platão tinha pensado em uma sociedade impossível de realizar-se em seu tempo, mas não excluía a sua exeqüibilidade futura.

Que quero dizer com isso? Simplesmente que o estado idealizado pelo grande filósofo ateniense, embora com altos e baixos e ziguezagues, sucessivamente, ao longo dos séculos, torna-se realidade, que experimentou as diferentes formas de governo idealizadas: a timocracia (plutocracia), a aristocracia, a tirania, a democracia e outras formas intermediárias entre uma e outra.

No seu complexo, a humanidade viu e experimentou na própria pele estas diferentes formas de governo, pelo menos a partir da revolução burguesa de 1789: república presidencialista, república militarista, república democrática, república de conselhos, república totalitária. Nestes anos, que vão de 1945 até hoje, no centro do debate político italiano sempre tem havido momentos de luta institucional muito elevados: a defesa da Constituição republicana dos ataques por parte daqueles que jamais quiseram reconhecê-la e dos que, mesmo reconhecendo-a, nada fizeram para aplicá-la.

Se esta não aplicação é um ponto de referência, o que dizer agora de tudo quanto aconteceu antes daquele histórico evento que viu os comunistas combaterem na primeira linha pela liberdade e a democracia em nome de Antonio Gramsci e Giuseppe Garibaldi? Simplesmente que aquela parte da história política do início do século passado, o que foi pensado, escrito e compreendido na luta política de Antonio Gramsci e dos comunistas nos anos precedentes ao advento do fascismo, não foi jamais aplicado porque esmagado no nascedouro.

A internacional da burguesia, como também suas ramificações periféricas nacionais, sempre tiveram horror de que aquelas ideias políticas encontrassem o mínimo trânsito para sua completa realização, por isso sempre misturaram as coisas com o objetivo de apagar definitivamente a aspiração da classe operária e do povo italiano à conquista da nova sociedade, mais avançada socialmente, mais igualitária no plano dos direitos.

Hoje sabemos que a única sociedade experimentada pela humanidade a ter tais requisitos é a sociedade socialista. Isto ainda não aconteceu na Itália. Primeiro o impedimento foi o fascismo, braço armado executor direto da burguesia mais reacionária, depois sobreveio um longo período de inter-classismo democrata-cristão, no qual a política italiana não era orientada e dirigida pelos italianos mas pelos chefes do imperialismo estadunidense.

Alguém até hoje crê que isto durará eternamente e que as ideias de Antonio Gramsci sobre a nova sociedade já são águas passadas. Ilude-se, porque a história dos homens e mulheres que vivem em nosso planeta é como o vento que antes ou depois varre aquilo que se torna naturalmente obsoleto, seco, inadequado, fora do tempo.

Há mais de 70 anos, políticos, filósofos, historiadores, intelectuais geralmente entendidos, fazem conferências e escrevem sobre o fundador do Partido Comunista da Itália em 1921. Fazem-no sobre a base de diferentes exigências de tipo histórico-sociológico ou político.

Todos, entretanto, são obrigados a dar de Antonio Gramsci uma imagem de homem coerente, cuja vida foi caracterizada pelo empenho constante e luta política pela emancipação e o resgate do proletariado italiano e internacional. Todos têm liberdade para construir a imagem que quiser sobre Gramsci. Mas liberdade de pensamento, de ação e de organização política deve ter também quem pensa em ser comunista e, com isto, pensa no Gramsci fundador de um movimento e de um partido que lutam pela transformação da presente ordem das coisas.

Lendo tudo quanto se escreve hoje sobre o grande sardo, corre-se o risco de não compreender por que ele foi preso, por que o fascismo foi tão implacável contra este homem. Para alguns politiqueiros filósofos, o verdadeiro motivo pelo qual Gramsci acabou sua vida preso, deveria ser debitado aos seus próprios companheiros.

Algum outro se atreve mesmo a dizer que o culpado foi o próprio Stálin, ou pelo menos sua política de defesa da teoria da construção do socialismo em um só país. Credulidade. A verdadeira realidade é que sempre os revisionistas, quando não mentem despudoradamente, envergonham-se de afirmar que Gramsci foi perseguido, preso, encarcerado, recluso por 11 anos, quase sempre em solitária, simplesmente porque era comunista, simplesmente porque era defensor dos direitos da classe operária, simplesmente porque era defensor das melhores tradições e da história da luta pela emancipação do povo italiano.

Que paradoxo é a vida e que miséria é certa política! Quem, hoje, por motivo de trabalho, estudo ou luta política tenha que estudar a história recente de nosso país, não poderá deixar de encontrar em seu percurso de estudioso a história política do comunista Antonio Gramsci, o peso político e científico do seu pensamento marxista-leninista sobre a vida política e cultural italiana.

Até mesmo os neofascistas, herdeiros políticos dos executores materiais da sua eliminação física, até eles são forçados a fazer, mesmo que seja de modo instrumental, considerações sobre Gramsci. Mas no que se refere aos revisionistas de todos os tipos, cuidam de apresentar uma imagem de Gramsci como se ele tivesse sido obrigado pelas circunstâncias a se tornar comunista, um Gramsci substancialmente distanciado da luta de classes, isolado na prisão, que tinha perdido contato com a realidade.

A operação mais desajeitada é aquela que consiste em tentar dar crédito à imagem de um Gramsci de antes de 1926 (ano da sua prisão) e de um Gramsci depois da prisão até 1937. Os revisionistas apontam no sentido de separar verticalmente os dois períodos (já vimos fazerem isto com Marx, Lênin, a União Soviética, o campo socialista) na vã tentativa de fazer aceitar um Gramsci dividido: o primeiro, jovem e, como todo jovem, impetuoso e levado a se colocar em cena; este seria o Gramsci defensor da ocupação de fábricas pela classe operária organizada nos conselhos de fábrica e o Gramsci fundador do PCI e líder dos comunistas italianos. É evidente que para esses senhores, este Gramsci deve ser descartado, esquecido, obnubilado.

O segundo Gramsci, aquele dos “Cadernos do Cárcere”, pelo contrário, pode ser lido, pensado, meditado fora do contexto da luta de classes, na vã esperança de que não seja compreendido até o fim por aquilo que efetivamente ele foi e o quanto pesa ainda hoje o seu pensamento político. As suas mil e uma circunvoluções liquidacionistas tendem, como uma armadilha, a fazer Gramsci aparecer apenas como um pensador político asséptico, cuja ação se diluiu no próprio tempo da sua vida.

É uma lógica canhestra aquela em que me parece até mesmo Luciano Cânfora caiu com seu último livro “Sobre Gramsci” (Datanews/alcazar, maio 2007). Ele apresenta honestamente um Gramsci comunista, em linha com o pensamento leninista, mas também um pouco asséptico, sobre um fundo político em que a luta de classes deve ser apenas imaginada, porque o autor não faz o leitor enxergá-la; para ele, no fundo, Gramsci é um pensador político cujas teses, no plano da teoria, não são no momento criticáveis, mas as teses de um Gramsci que ele estuda e discute como um estudioso, em particular um estudioso do mundo antigo.

Mas aquilo que mais me surpreende do seu breve ensaio é ter reportado declarações referidas em algumas teses de conhecidos falsificadores da história como Isaac Deutscher e François Furet. A análise da leitura de Canfora sobre o pensamento marxista-leninista de Antonio Gramsci parte da crítica de diferentes revisionismos, mas ele foge da natureza perniciosa do revisionismo-pai de todos os demais, o revisionismo de tipo kruchoviano-gorbachoviano, que se encontra na base de não poucas catástrofes.

É por este motivo que se pergunta: por que e para quem Luciano Cânfora escreveu o seu ensaio “Sobre Gramsci” ? Estava lendo o texto de Canfora quando me veio à mente Luigi Russo, um não marxista, reitor da Universidade Normal de Pisa, que pronunciou o discurso “Descoberta de Antonio Gramsci” perante os estudantes na máxima universidade italiana em 27 de abril de 1947 (cf. “Belfagor”, ª XLIII, nº 2, 31 março de 1988, págs. 145-166).

Magistério sublime o que Luigi Russo escreveu: “Gramsci é um homem de um partido político que não é o meu [...], mas ele foi um grande militante desta fatigada democracia, à qual hoje todos os homens de boa vontade e de boa fé querem dar a sua contribuição e nesta aproximação e fraternidade dos ideais corre-se de fato com maior trepidação humana para aqueles que não conhecemos e cujas cartas percorremos com curiosidade febril, porque, para além da fé política de cada um, queremos advertir aquilo que foi o motivo comum da revolta ideal que nestes últimos vinte e cinco anos temos experimentado, desconhecidos um do outro, mas estranhamente íntimos e próximos um do outro, por uma Itália e uma Europa melhores”. (Pág. 147)

*
Maurizio Nocera é escritor e membro do Centro Gramsci

UM EFEITO COLATERAL DO BOLSA FAMÍLIA

DEU NO BLOG ESCREVA LOLA ESCREVA

sábado, 22 de janeiro de 2011

A inigualável Marilena Chauí revela em entrevista a Caros Amigos de dezembro mais um bom motivo pra gente gostar do Bolsa Família (e pros reaças morrerem de ódio) – o programa empodera as mulheres! Nas palavras dela:

“Eu tenho uma colega, socióloga, que viajou pelo Brasil inteiro fazendo a pesquisa em torno do bolsa família. O bolsa família produz uma desestruturação da família, porque ele produziu a perda de lugar masculino e a presença forte e determinante da figura feminina. Isso mudou as relações de poder no interior da família, isso mudou o lugar da mulher nas pequenas comunidades e pequenas sociedades. E isso produziu o seguinte efeito: todas as mulheres do bolsa família foram capazes de usar o recurso, de tal maneira que sempre houve uma sobra, e todas elas se reuniam, e foi aí que as cooperativas foram importantes, elas formaram cooperativas, com estas sobras elas investiram, foram fazer artesanato, foram fazer costura. Há mil e uma atividades que as mulheres estão fazendo no Brasil inteirinho e isso mudou a relação com os filhos porque, para fazer isso, elas compreenderam com clareza o significado do FUNDEB [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] e a ida da criança para a escola. E o FUNDEB, através do PRONAF [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], criou o sistema nacional de merenda. A comunidade produz a merenda e a criança come, essa despesa, a mãe não tem. É uma revolução”.

Esse é um lado do Bolsa Família que a gente não vê, mas que certamente existe. O be
nefício é pago para a mulher; é ela que controla o orçamento da família, e quase sempre pensa nos filhos em primeiro lugar (é mais ou menos por esse motivo que as seguradoras de automóvel cobram um seguro mais barato de mulheres com filhos – elas cometem menos acidentes porque são super cuidadosas). Eu lembro bem quando, em 2003, muita gente criticou que o cartão do então Fome Zero seria entregue preferencialmente às mulheres da família. Quem criticava, lógico, era o pessoalzinho sem nenhum pé na realidade que pensa que homens e mulheres (notem a ordem “natural” das palavras) vivem em plena igualdade. Ou seja, num sistema de igualdade, perfeito, utópico, qualquer desestruturação é ruim. Em time que tá ganhando não se mexe, certo? No entanto, num sistema desigual, uma desestruturação da família é algo muito positivo. Combate-se o machismo dando maior poder às mulheres. Toda melhora da qualidade de vida da população passa pela melhora de vida da mulher, sem exceção. Quando se aumenta a renda das mulheres, automaticamente melhora a vida das crianças. Essa é uma das razões peloa quais o feminismo, que luta para a igualdade dos gêneros, é benéfico pra todo mundo.
Mas, apesar de todos os avanços causados pelo Bolsa Família, apesar do programa se
r copiado em Nova York e em muitos outros lugares, ainda tem gente que vem com o discursinho ultrapassado de que ele “dá o peixe e não ensina a pescar”. Deve ser o mesmo pessoal que reclama que tá cada vez mais difícil arranjar empregada.

PENSAMENTOS E REFLEXÕES DO DIA

"Ninguém cruza nosso caminho por acaso, e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão."
Chico Xavier

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Há 29 anos morria Elis Regina

estadao.com.br, Atualizado: 19/1/2011 14:15
 
Há 29 anos morria Elis Regina

"Parceria de ouro: Elis Regina e Jair Rodrigues"

Elis Regina faleceu há 29 anos. Sua morte prematura, em 19 de janeiro de 1982, interrompeu uma brilhante carreira. Ela deixou mais de 35 títulos em sua discografia.

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945, em Porto Alegre.

A Pimentinha - apelido dado por Vinícius de Moraes - começou a se apresentar aos 11 anos de idade, em um programa de rádio infantil, O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha. Aos 16 anos, lançou o primeiro LP da carreira, Viva a Brotolândia, com canções ainda influenciadas pela Jovem Guarda.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio. Mais tarde participou do programa o Beco das Garrafas, reduto da bossa nova, sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967.

Dai em diante, destacou-se no mundo musical e ficou conhecida por todo o Brasil. Em 1965, começou a apresentar O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir de espetáculos, ficou no ar até 1967. Fruto das gravações, Dois Na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias.

Ditadura

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A popularidade a manteve fora da prisão. Sua postura engajada a acompanharia por toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O Bêbado e a Equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc).

Sua morte, em 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica, chocou o Brasil. Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano.

Luto persistente!!!

PENSAMENTOS E REFLEXÕES DO DIA

"Não deixe que preconceitos e falsos conceitos mortais dessa sociedade decadente e podre perturbem a melhor fase de sua vida a JUVENTUDE"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bolívia recupera grandes propriedades de terra para o povo

Deu no Site do MST

17 de janeiro de 2011


Da Rádio Nacional de Venezuela

No marco dos atos comemorativos pelos 151 anos do Assassinato do General Ezequiel Zamora, desde Santa Bárbara no estado Zulia, o ministro do Poder Popular pra as Relações Exteriores, Nicolás Maduro, manifestou seu repudio aos atos criminais cometidos contra a sede do Instituto Nacional de Terras (INTI) na localidade.

Durante a concentração efetuada pelos frentes campesinos na zona Sul do Lago de Maracaibo, Maduro ressaltou que estas ações terroristas animam ainda mais ao Governo Bolivariano a trabalhar com força na recuperação dos latifúndios para colocá-los a produzir no beneficio do povo venezuelano.

Ratificou que as terras recuperadas devem dar passo a justiça e deixar as praticas escravistas, ao tempo que cominou ao setor campesino a se organiza para trabalhar em projetos produtivos e superar o plano feudal e explorador.

Aproximadamente as 15h da madrugada do sábado foram queimadas as instalações administrativas do INTI, em Santa Bárbara, município Colón, fato que acabou com 70 por cento da infraestrutura interna da instituição.

Estes fatos criminais aconteceram em momentos no que o Executivo Nacional acelerou a luta contra o latifúndio na zona, sendo a sede do INTI em Santa Bárbara, o ponto central e controle do plano de recuperação das terras no contexto da reconstrução de esta região.

Em seu discurso, o Ministro afirmou que Ezequiel Zamora está “no coração e as lutas de nossos povos”.

Multinacional do agronegócio desrespeita direitos trabalhistas

Deu no Site do MST
17 de janeiro de 2011

Por William Pedreira

Da CUT


Ao entrar no site da Cargill, multinacional do agronegócio, você se depara com uma apresentação da empresa segundo a qual 'todos os esforços são norteados por uma visão que expressa as aspirações coletivas das pessoas que nela trabalham.' Mas a realidade desmente a teoria. Que o digam os trabalhadores da Cargill na região de Três Lagoas (MS), onde a companhia não respeita o acordo coletivo do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação e Afins com a retirada de direitos trabalhistas.

Em assembleia realizada pelo Sindicato no ano passado, ficou definido acabar com a prática de revezamento imposta de forma ilegal pela empresa. No sistema atual, a jornada de trabalho é de sete horas por dia da seguinte forma: trabalha-se sete dias e folga-se três, sem haver previsão no atual acordo coletivo de trabalho.

Outra resolução aprovada na assembleia foi a de revogar a prática do sistema de banco de horas, que também não está incluída no atual acordo coletivo.

"Devemos destacar que esta assembleia foi realizada antes do firmamento do acordo coletivo, na qual foi negado sistematicamente pelos trabalhadores tanto a forma de turno quanto o banco de horas", argumenta Nilson Cavalcante, presidente do Sindicato e da direção estadual da CUT-MS.

Em setembro do ano passado, o Sindicato entrou com uma ação na Procuradoria do Trabalho de Três Lagoas denunciando a empresa por práticas anti-trabalhistas. Além da ação, já foram enviadas diversas notificações dando prazo para a empresa regularizar o acordo. "Mesmo com a denúncia, com a fiscalização do Ministério Público do Trabalho, com as notificações do MPT, a empresa continua batendo o pé e dizendo que não vai alterar o sistema", informa o presidente do Sindicato.

Com a mudança na escala e o fim do sistema de cotas, destaca Nilson, poderia se contratar de 60 a 70 novos trabalhadores, além de beneficiar aqueles que já trabalham na empresa.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Conflito no Pará se acirra e trabalhadores fecham estrada

Deu no site do MST
14 de janeiro de 2011

Da Comissão Pastoral da Terra

Trabalhadores do Projeto de Desenvolvimento Social (PDS) Esperança, em Anapu, Pará, criado pela irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005, bloquearam as estradas vicinais que dão acesso ao PDS como protesto contra a ação de madeireiros na região.
Já há algum tempo a Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem denunciando a ação truculenta dos madeireiros na região de Anapu, Centro-Oeste paraense. De acordo com padre Amaro, da CPT em Anapu, durante as festas de fim do ano, aproveitando-se das férias dos técnicos do Incra, os madeireiros entraram na área para roubar madeira. Os “bofeteiros”, como são conhecidos na região esses criminosos, agem aproveitando a falta de fiscalização eficaz dos órgãos competentes, tanto em nível local quanto federal. A madeira é retirada de áreas de preservação ambiental dentro dos PDS’s.
Segundo padre Amaro, em reunião realizada no último domingo, 9 de janeiro,  os trabalhadores decidiram bloquear as estradas vicinais, como forma de pressionar o Incra a dar mais atenção à região, e construir guaritas nas estradas que dão acesso ao PDS, para controlar a entrada e saída de veículos na região. Com isso, já no final da tarde do dia 9, os trabalhadores bloquearam todas as estradas vicinais, a 1, a 2 e a 3, que dão acesso ao PDS.

A CPT já denunciou várias vezes a extração ilegal de madeira dentro dos PDS’s. Algumas denúncias foram fiscalizadas pelos agentes do Ibama. Mas, depois que os fiscais se retiram, os madeireiros voltam a agir livremente. De acordo com a advogada da CPT que está acompanhando o caso, Elcia Silva, “ano passado os trabalhadores fizeram uma greve em que bloquearam a mesma estrada. O Ibama foi até o local, fez a fiscalização, chegou até a apreender caminhões carregados de madeira. Agora, os madeireiros estão novamente na área e quando fomos pedir para que os técnicos do Ibama voltem ao local, eles disseram que não poderiam ir. Nós tememos um conflito, pois os madeireiros já falaram que vão reagir à ação dos trabalhadores”.
Ainda segundo informações da advogada, um ofício já foi encaminhado para o Ministério Público Federal, em Altamira (PA). Outro foi encaminhado ontem, 13 de janeiro, para o juiz da Vara Agrária, também em Altamira, e  os mesmos foram encaminhados para a Superintendência do Incra em Santarém (PA). Segundo Elcia, a superintendente do Incra disse que iria acionar a Polícia Federal para ir até o local.
As irmãs Jane e Kátia, da mesma congregação da irmã Dorothy, estão desde ontem a noite no PDS Esperança junto aos trabalhadores, para apoiá-los e tentar evitar um novo conflito na região.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SÓ POR TI BELÉM!!!

SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO PARÁ

                        
Por Luciano Seki
BELÉM, BELÉM COMO TE QUERO BEM...
Oh! Santa Maria de Belém do grão Pará o teu sabor não é igual em nenhum outro lugar, tuas comidas típicas e teus frutos são exóticos e afrodisíacos que encantam o paladar.
Teus palacetes, casarões e ruelas travestidas de trajes clássicos que imitam a arquitetura dos franceses, holandeses e portugueses herdados pelos desbravadores que aqui ficaram.
A cidade velha o manancial da minha capital morena com os lábios da cor do açaí, deixando traços, rabisco e compassos. As tuas praças com anfiteatro e coretos; hei sempre de lembrar a minha infância onde corria por lá; as belezas das caboclas, mulatas, mamelucas e cafuzas que nos deixam confusos.
Os jardins e avenidas forjados no coração da floresta que enfeitiçam os olhos mais atentos, os metais preciosos que exaltam o esplendor da natureza e encantam com o brilho que reluz, ofuscando a Veneza Amazônica roubada de nós.
Minha Belém erguida as margem do rio guamá, descendentes dos tupinambás, guerreiros, antropófagos, imaculados, mas presentes na luta e na sede de justiça.
Belém em grão em grão se formaste, criaste seu próprio povo, tua cultura e fincaste suas raízes, eras tu santa Maria que gritaste quando o teu filho caia na batalha de todo dia, que choraste quando o último cabano tombou.
Belém Santa, das Maria, das Graças, das Ana, dos Antônio, dos Jesus, dos José. Belém das lavadeiras, das empregadas, dos pedreiros, dos carpinteiros, Belém de pessoas simples com o rosto suado da labuta, dos curumins que brincam nas suas ocas e que trabalham por uns trocados.
Belém grandiosa, do mercado de ferro, do ver-o-peso, do forte do castelo, do São José liberto, Belém das garças, do teatro da paz,  Belém Metrópole da Amazônia, de mosqueiro, de cutijuba e outeiro. Belém da insônia, dos bares, do carnaval, do candomblé, das festas juninas, dos arraiais.
Belém das mangueiras, da chuva das três, do círio de Nazaré, Belém de todos nós... Ah! Belém como te quero bem.
Santa Maria rogai por nós, protetora dos belenenses!!!

SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO PARÁ



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PARABÉNS SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO PARÁ


Ficheiro:FortePresepio-CCBY.jpgFicheiro:Baía do Guajará 03.jpg

Fonte retirada Wikipédia, a enciclopédia livre.

Belém é um município brasileiro, capital do estado do Pará. É considerada a maior cidade na linha do Equador[7], a segunda cidade mais populosa da região Norte e sede da segunda maior região metropolitana da Amazônia[8]. Com uma população de 1 392 031 habitantes (IBGE/2010)[3], é conhecida como "Metrópole da Amazônia"[9]. Assemelhando-se a uma península, cercada por água, áreas militares e de proteção ambiental, teve pouco espaço para expansão, ocasionando conurbação com municípios próximos dando origem à Grande Belém, que tem população estimada em 2,1 milhões de habitantes. Belém possui o maior IDH entre as capitais nortistas[10].
Pela abundância de mangueiras em suas ruas, é popularmente chamada de "Cidade das Mangueiras". Denominada também de "Cidade Morena", característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás[carece de fontes?], nativos habitantes da região à época da fundação.
Há 200 anos, a corte portuguesa embarcava em direção ao Brasil, numa viagem que mudaria completamente o rumo da história brasileira. A família real foi para o Rio de Janeiro, mas na região norte, outra cidade se preparou para ser a capital do reino: Belém do Pará, que virou a Capital das Especiarias. No século XX, na década de 1970, a imigração japonesa fez do Pará um dos maiores exportadores mundiais da pimenta do reino, a mais nobre das especiarias da Índia. O Pará hoje é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil.[11][12]
Em seus quase 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude, entre os quais o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias europeias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações, ficando conhecida na época como Paris n'América. Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial.
A região onde a atual cidade se localiza era primitivamente ocupada pelos Tupinambás.
O estabelecimento do primitivo núcleo do município remonta ao contexto da conquista da foz do rio Amazonas, à época da Dinastia Filipina, por forças luso-espanholas sob o comando do capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, quando, a 12 de janeiro de 1616, fundou o Forte do Presépio.
A povoação que se formou ao seu redor foi inicialmente denominada de Feliz Lusitânia. Posteriormente foi sucessivamente denominada como Santa Maria do Grão Pará, Santa Maria de Belém do Grão Pará, até a atual denominação de Belém. Belém foi a primeira capital da Amazônia.[13]
Nesse período, ao lado da atividade de coleta das chamadas drogas do Sertão, a economia era baseada na agricultura de subsistência, complementada por uma pequena atividade pecuária e pela pesca, praticada por pequenos produtores que habitavam, principalmente, na ilha do Marajó e na ilha de Vigia. Distante dos núcleos decisórios das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a Independência do Brasil apenas a 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.
Entre os anos de 1835 e 1840 o município esteve no centro da revolta dos Cabanos, considerada a de participação mais autenticamente popular da história do país, única em que a população efetivamente derrubou o governo local. Posteriormente receberia o título de Imperial Município, conferido por D. Pedro II (1840-1889). Entre as causas dessa revolta citam-se a extrema miséria do povo paraense e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil. A denominação Cabanagem remete ao tipo de habitação da população ribeirinha mais pobre, formada principalmente por mestiços, escravos libertos e índios. A elite fazendeira do Grão-Pará, embora morasse muito melhor, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.