sexta-feira, 8 de março de 2013

Clara de todas as lutas - Marighella vive!

Clara Charf. (Foto: Estadão Conteúdo)
Quem a vê descendo do avião, vinda de um algum canto do país, dá um sorrisinho bom. Pois Clara Charf, com oitenta e sete anos, esbanja uma energia de fazer inveja a muitas garotas na casa dos vinte. É fato que hoje ela usa uma bengala e sua cabeleira é branca como a neve canadense. Conselheira emérita do CNDM -Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Clara contribui para as políticas, campanhas, programas que apoiam os direitos das brasileiras.

Ela explica: "Por toda a minha vida lutei para que as mulheres fossem livres. Que tivessem liberdade para dizer sim ou não. Liberdade para casar ou para ficar solteira. Para ter filhos ou para não tê-los. Liberdade para escolher a profissão que desejassem." No caso dela, o discurso está colado à prática. Ela foi aeromoça, bancária, tradutora, taquígrafa. Todos esses ofícios em uma época em que não era comum moças de classe média trabalharem fora de casa. 

Filha de Ester e Gdal, judeus russos, que imigraram para o Brasil fugindo da perseguição antissemita, Clara Charf passou a infância em Maceió e primeira juventude no Recife. Em 1946, resolveu tentar a vida e o sustento no Rio de Janeiro, então capital federal. Foi na cidade maravilhosa que arrumou emprego de aeromoça na Aerovias Brasil. Foi também no Rio que ela conheceu seu grande amor. "E único", ela frisa.


O amor respondia pelo nome de Carlos Marighella, o guerrilheiro que a ditadura militar transformou em inimigo número um. Na companhia dele, Clara conheceu a excitante vida da militância política e a dureza da clandestinidade. Foi uma das primeiras mulheres a terem seus direitos políticos cassados. Marighella foi assassinado em 1969 pela polícia paulista. Viúva e dolorida, ela partiu para o exílio de dez anos em Cuba, onde ganhou a vida como tradutora.

Retornou ao Brasil com a Anistia. Ela estava com 53 anos. Mergulhou na luta pela memória de Carlos Marighella e pela efetiva redemocratização do país. Foi uma das fundadoras do PT e trabalhou com a prefeita Luiza Erundina. Mas em nenhum momento se esqueceu da batalha das mulheres. Ela diz: "Sempre militei no movimento político e no movimento de mulheres. Acredito que essas duas frentes estão intimamente relacionadas. A mulher não está solta na história e nem a história existe sem a mulher."

Talentos de Clara

Clara Charf foi companheira de Carlos Marighella. (Foto: Estadão Conteúdo)

Um dos maiores talentos de Clara é falar em público. Convidada inúmeras vezes para se sentar à mesa de debates, a cabeleira branca derrama uma sedução irrecusável. Ela dá a receita: "Eu não escrevo nunca o que vou falar. Chego e observo quem são as pessoas na plateia. Jovens? Maduros? Trabalhadoras? Militantes? Aí vou me soltando e acaba dando certo." Esse poder de improvisação só é possível para quem tem dentro da cartola larga experiência.

Outro talento é o de contadora de histórias. E são muitas! Uma das mais saborosas foi sua participação na famosa campanha "O petróleo é nosso", que acabaria criando a Petrobrás. "Naquela época, início da década de 1950, era difícil envolver as mulheres em uma demanda política. Então fiquei sabendo que na fabricação do batom se usa um subproduto de petróleo. Ele que faz o produto se fixar nos lábios. Daí, eu perguntava para as moças se elas sabiam disso. Era uma forma de envolvê-las na campanha", Clara lembra morrendo de rir.

Na atualidade, Clara é presidenta da Associação Mulheres pela Paz, uma ONG com sede no centro de São Paulo. "Quando a gente fala de paz não é a quietude dos cemitérios. Acreditamos que paz é comida boa, moradia, educação, cultura. Paz como qualidade de vida para todos", ela explica com um jeitinho sedutor que encanta seus ouvintes. A Associação nasceu de um projeto que selecionou 1000 mulheres, em todo o mundo, para concorrer coletivamente ao Prêmio Nobel da Paz de 2005. "A sede do projeto é na Suíça. Fui convidada para coordenar os trabalhos no Brasil, onde 52 mulheres foram indicadas ao Prêmio."

Clara Charf durante ato para marcar os 35 anos de morte do militante Carlos Marighella, em 2004. (Foto: Estadão …
Um valor bem ressaltado nos trabalhos de Clara Charf é a expressão da diversidade. Entre as 52 brasileiras indicadas, havia doutoras, analfabetas, brancas, negras, amarelas. Gente da cidade e do campo. Diversidade significa inclusão e uma melhor divisão do poder. Clara conta: "Não levamos o Prêmio Nobel, mas seguimos com o trabalho. Editamos um livro "Brasileiras Guerreiras da Paz" com perfis das candidatas do Brasil e seguimos com seminários e exposições. Hoje, o grande desafio da Ong é incluir a participação dos homens no enfrentamento à violência doméstica. Pois a única maneira de acabar com a violência é envolver mulheres e homens na questão."

Lutar parece ser o verbo do coração de Clara Charf. Toda sua energia está na ação. Ela nunca deixa para o período da tarde o que pode resolver logo de manhã. De repente, esse é o segredo que mantém esta senhora ligada na tomada dos movimentos do mundo.

FONTE: Por Fernanda Pompeu | Yahoo! Brasil

Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher. As lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.


O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.


No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.

Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.[1]

A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque,Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América[2], em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York[carece de fontes].

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.[3]

Membros da Women's International League for Peace and Freedom, emWashington, D.C., 1922.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca,Alemanha e Suíça.[4]

Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Trianglese tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.[5]

Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.[6]

Berlim Oriental, Unter den Linden, (1951). Retratos de líderes da Internationalen Demokratischen Frauen-Föderation (IDFF), na 41°edição do Dia Internacional da Mulher.

Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festasocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.

Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.

Referências

↑ Carta Maior, 8 de março de 2010. 8 de março: As mulheres faziam parte das "classes perigosas" , por Eva Alterman Blay .
↑ Revista Espaço Aberto. Dia Internacional da Mulher, por Cinderela M. F. Caldeira.

FONTE: Wikipédia

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulheres do MST acampam em Brasília

Acampamento nacional é por tempo indeterminado

Cerca de 700 mulheres camponesas montaram um acampamento Sem Terra em Brasília (DF), ao lado do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A ação iniciada nessa terça (5), faz parte da Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina, que ocorre anualmente no mês de março como forma de pressionar o governo federal para realização da reforma agrária.

Objetivo

Segundo Rosana Fernandes, da coordenação nacional do MST, “o objetivo principal do acampamento é pressionar o governo para que assente as 150 mil famílias acampadas no país”. Como alternativa ao agronegócio, a jornada defende o modelo de agricultura baseado na produção agroecológica e na defesa da nossa soberania alimentar.

O atual momento político bloqueia a realização da reforma agrária, que é a chave para a porta do desenvolvimento de uma agricultura saudável e agroecológica. Atualmente 30% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são impróprios para o consumo devido à contaminação por agrotóxicos, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diálogo com a Sociedade

A produção de alimentos saudáveis e a soberania alimentar são uma das pautas defendidas pelas camponesas, que pretendem extender o diálogo sobre essas questões a toda sociedade. “Esta é uma pauta que pretendemos manter presente em nossa jornada de luta. Além da pressão e negociação com o governo, queremos aproveitar a realização do acampamento nacional para dialogar com a sociedade. Mostrar a ela que defendemos o modelo de agricultura agroecológica e por quê o defendemos. Queremos também fazer um processo de formação com a militância que estará permanentemente neste acampamento”, diz a coordenadora nacional do MST.

FONTE: CAROS AMIGOS

quarta-feira, 6 de março de 2013

Jimmy Carter surpreende: ‘Venezuela tem melhor processo eleitoral do mundo’

“Processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”, diz Jimmy Carter. Ex-presidente dos EUA coordena centro de monitoramento de eleições ao redor do mundo há mais de uma década
Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, explica os motivos que o levam a crer na excelência do sistema eleitoral venezuelano. Foto: divulgação



O processo eleitoral na Venezuela é considerado o melhor do mundo pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que coordena uma instituição de monitoramento de eleições ao redor do mundo há mais de uma década. Em conferência anual do Carter Center, o norte-americano também garantiu que Hugo Chávez venceu de forma “justa” o último pleito presidencial, em 2006.

Carter elogiou o sistema de votação venezuelano por incluir duas formas de contagem, o que dificulta qualquer tipo de tentativa de fraude. No país, os eleitores escolhem o seu candidato em uma urna eletrônica e ainda recebem um comprovante, que é depositado em uma caixa vedada, aberta para confirmar os resultados eleitorais. Além disso, um dos dedos é manchado com tinta indelével.dos é manchado com tinta indelével.

O democrata disse que enquanto os sistemas de financiamento de campanha nos países latino-americanos melhorou significativamente, nos EUA se consolidou uma “corrupção financeira” alimentada por “resoluções que facilitaram o fluxo de dinheiro privado para as contas dos candidatos”.

Suas declarações vieram no mesmo dia em que jornalistas se reuniram no Carter Center para um workshop sobre a cobertura midiática das eleições venezuelanas. A instituição quer preparar os profissionais para escreverem retratos profissionais e não partidários do próximo pleito no país, que ocorre no dia 7 de outubro deste ano.

“O espaço que o treinamento do Centro fornece para reunir jornalistas de mídia divergentes é uma contribuição importante para diminuir a polarização e fortalecer a democracia venezuelana”, afirmou Andres D’Alessandro que coordenou atividades em junhos deste ano.

“As oficinas me ensinaram que tenho de fazer jornalismo – não jornalismo de oposição ou jornalismo oficial”, disse David Ludovic da ONG Instituto Prensa y Sociedad, que monitora o direito à liberdade de expressão na Venezuela. “Eu devo trazer apenas dados e explicações para o meu público”, acrescentou.

Por mais de uma década, o Carter Center conduziu observações eleitorais e treinamento para jornalistas na Venezuela. A organização norte-americana vai realizar estudo autônomo e independente sobre as eleições presidências deste ano no país, incluindo percepções da população sobre o processo eleitoral.

Marina Mattar, Opera Mundi

FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO
Postado em: 20 set 2012 às 17:37

Eduardo Galeano: A demonização de Chávez

Por Eduardo Galeano. Tradução: Ocupa Rede Globo

“Há uma demonização de Hugo Chávez. Quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte”


Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.

Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de “Venezuela Saudita” por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos… Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: “As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”.
O presidente venezuelano Hugo Chávez (esq.) e o escritor uruguaio Eduardo Galeano. (Imagem: web)
Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba.

Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico.

Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo.

O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte.

Veja mais:


FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO


terça-feira, 5 de março de 2013

Forças armadas venezuelanas pedem "continuidade de luta por ideal de Chávez"


Maduro afirmou que a Policía Nacional Bolivariana está mobilizada para garantir normalidade da estabilidade

O ministro da Defensa da Venezuela, Diego Molero, afirmou que as forças armadas venezuelanas instam todoa a população a "continuar lutando pelo ideal que impulsou o presidente Hugo Chávez". O Alto Comando Militar esteve reunido nol Hospital Militar "Carlos Arvelo" de Caracas (capital) acompanhando o vice-presidente Nicolás Maduro, após anúncio da morte do líder venezuelano.




Membros das forças armas destacaram que se mantêm alertas para assegurar "a união do país e continuar assegurando a vontade" do líder venezuelano. "As forças armadas nacionais estão unidas, todos em oração, em amor, com essa grande família, sua família [de Chávez], com quem nos solidarizamos. E, partidários dessa dor, mas também de uma grande fortaleza para continuar lutando por esse ideal. Ideal que nos foi sendo incutido há anos, e que dia a dia ia promovendo com sabedoria e lealdade, com amor, com muita moral, nosso comandante em chefe Hugo Rafael Chávez Frias".

"Ele morreu agarrado a Cristo. Agarrado a essa cruz com quem agora se encontra reunido, pedindo a todo o povo venezuelano unidade, unidade, unidade". Previamente, Maduro afirmou que a Policía Nacional Bolivariana está mobilizada no território nacional para assegurar a normalidade da estabilidade da Venezuela.

* Com informações da TeleSur


domingo, 3 de março de 2013

Cuba: 50 verdades que Yoani Sánchez ocultará

Blogueira faz turnê mundial de 80 dias em cerca de 12 países do mundo para falar sobre Cuba. Mas não dirá tudo...


A famosa opositora está realizando uma turnê mundial de 80 dias em cerca de doze países do mundo para falar sobre Cuba. Mas não dirá tudo...

1. O artigo 1705 da Lei Torricelli, de 1992, adotada pelo Congresso norte-americano, estipula que: “Os Estados Unidos fornecerão apoio a organizações não-governamentais apropriadas, para apoiar indivíduos e organizações que promovam uma mudança democrática não-violenta em Cuba”.

2. O artigo 109 da Lei Helms-Burton, de 1993, aprovada pelo Congresso, confirma essa política: “O Presidente [dos EUA] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar os esforços com vistas a construir a democracia em Cuba”.

3. A agência espanhola EFE fala de “opositores pagos pelos EUA” em Cuba.

4. Segundo a agência britânica Reuters, “o governo norte-americano proporciona abertamente apoio financeiro federal para as atividades dos dissidentes”.

5. A agência de notícias norte-americana The Associated Press reconhece que a política de financiar a dissidência interna em Cuba não é nova: “Há muitos anos, o governo dos EUA vem gastando milhões de dólares para apoiar a oposição cubana”.

6. Jonathan D. Farrar, ex-chefe da Seção de Interesses Norte-americanos em Havana (SINA), revelou que alguns aliados dos EUA, como o Canadá, não compartilham da política de Washington: “Nossos colegas canadenses nos perguntaram o seguinte: Por acaso alguém que aceita dinheiro dos EUA deve ser considerado um preso político?”

7. Para Farrar, “Nenhum dissidente tem uma visão política que poderia ser aplicada em um futuro governo. Ainda que os dissidentes não admitam, são muito pouco conhecidos em Cuba fora do corpo diplomático e midiático estrangeiro […]. É pouco provável que desempenhem um papel significativo em um governo que sucederia ao dos irmãos Castro”.

8. Farrar afirmou que “os representantes da União Europeia desqualificaram os dissidentes nos mesmos termos que os do governo de Cuba, insistindo no fato de que não representam a ninguém”.

9. Cuba dispõe da taxa de mortalidade infantil (4,6 por mil) mais baixa do continente americano – incluindo Canadá e EUA – e do terceiro mundo.

10. A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, aponta que o sistema de saúde de Cuba é “considerado de modo uniforme como o modelo preeminente para o terceiro mundo”.

11. A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”.

12. Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a nação melhor dotada do mundo neste setor.

13. Segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA.

14. Segundo o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre três critérios, expectativa de vida, educação e nível de vida durante a última década.

15. Segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina.

16. Segundo a Unesco, um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”.

17. Um informe da Unesco sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos.

18. Segundo a Unesco, Cuba ocupa o décimo sexto lugar do mundo – o primeiro do continente americano – no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação. A título de comparação, EUA está classificado em 25° lugar.

19. Segundo a Unesco, Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB.

20. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.

21. O Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”.

22. Segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”.

23. Segundo o Unicef, Cuba é um “paraíso para a infância na América Latina”.

24. O Unicef ressalta que Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil.

25. A organização não governamental Save the Children coloca Cuba no primeiro lugar entre os países em desenvolvimento no quesito condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.

26. A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.

27. Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, cerca de 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente em 102 países.

28. Ao todo, os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas em todo o planeta.

29. Atualmente, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.

30. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “um dos exemplos mais exitosos da cooperação entre cubana com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África”.

31. Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… e inclusive dos Estados Unidos.

32. Em 2005, com a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.

33. Depois do terremoto que destruiu o Paquistão em novembro de 2005, 2.564 médicos cubanos atenderam as vítimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, entregues prontamente às autoridades do país. Mais de 1,8 milhões de pacientes foram tratados e 2.086 vidas foram salvas. Nenhuma outra nação ofereceu uma ajuda tão importante, nem sequer os EUA, principal aliado de Islamabad. Segundo o jornal britânico The Independent, a brigada médica cubana foi a primeira a chegar e a última a deixar o país.

34. Depois do terremoto no Haiti, em janeiro de 2012, a brigada médica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a atender a população e curou mais de 40% das vítimas.

35. Segundo Paul Farmer, enviado especial da ONU, em dezembro de 2012, quando a epidemia de cólera alcançou seu ápice no Haiti com uma taxa de mortalidade sem precedentes e o mundo voltava sua atenção para outro lado, a “metade das ONG já tinham se retirado, enquanto os Cubanos ainda estavam presentes”.

36. Segundo o PNUD, a ajuda humanitária cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior à media das 18 nações mais desenvolvidas.

37. Graças à Operação Milagre, lançada por Cuba e Venezuela em 2004, e que consiste em operar gratuitamente as populações pobres vítimas de cataratas e outras doenças oculares, mais de dois milhões de pessoas procedentes de 35 países puderam recuperar a visão.

38. O programa de alfabetização cubano "Yo, sí puedo", lançado em 2003, já permitiu que mais de cinco milhões de pessoas de 28 países diferentes, incluindo da Espanha e da Austrália, aprendessem a ler, escrever e a somar.

39. Desde a criação do Programa humanitário Tarará, em 1990, em resposta à catástrofe nuclear de Chernobil, cerca de 30 mil crianças 5 e 15 anos foram tratadas gratuitamente em Cuba.

40. Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trata-se do “país mais seguro da região, [enquanto que] a situação em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.

41. Em relação ao sistema de Defesa Civil cubano, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador norte-americano em Cuba, aponta em um informe que “não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década, e a propabilidade de se perder a vida em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba”.

42. O informe da ONU sobre “O estado da insegurança alimentar no mundo 2012” aponta que os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.

43. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.

44. Segundo o Banco Mundial, “Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos”.

45. O Fundo das Nações Unidas para a População salienta que Cuba “adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”.

45. Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado em Cuba. O último que perdeu a vida foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.

47. Segundo o informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é um dos países da América que menos viola os direitos humanos.

48. Segundo a Anistia Internacional, as violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba.

49. Segundo a Anistia Internacional, atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.

50. O único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.

* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se intitula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, Paris, Edições Estrella, 2011, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.

FONTE: OperaMundi